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    O que acontece com o cérebro quando uma música não sai da cabeça?

    plastica famososBy plastica famososNovember 30, 2025No Comments6 Mins Read
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    Imagem inédita mostra como o cérebro toma decisões em tempo real
    Elas aparecem sem convite, se instalam no meio do dia e podem acompanhar o cérebro até o momento de dormir. São os earworms — as músicas que ficam presas na cabeça e se repetem em looping, muitas vezes apenas como um refrão de 15 a 30 segundos.
    Parece um capricho da mente, mas o fenômeno é extremamente comum: estudos internacionais estimam que até 90% das pessoas tenham episódios semanais desse “loop musical”. E, segundo neurologistas brasileiros ouvidos pelo g1, entender o que está acontecendo no cérebro ajuda a explicar por que algumas músicas grudam — e por que tentar expulsá-las geralmente piora a situação.

    Freepik
    Um loop automático que o cérebro cria sozinho
    Segundo o neurocirurgião e pós-doutor pela Universidade de São Paulo (USP) Helder Picarelli, o earworm nasce quando um fragmento de memória auditiva entra em modo repetitivo, ativando simultaneamente três regiões: o córtex auditivo, o hipocampo e o sistema límbico.
    O córtex auditivo é a área que decodifica e organiza os sons; o hipocampo funciona como o centro da memória recente, responsável por armazenar e recuperar melodias; e o sistema límbico coordena emoções e recompensas, o que ajuda a explicar por que músicas marcantes retornam de forma espontânea.
    “Quando ouvimos uma música recente ou lembramos só de parte dela, o cérebro tenta completar o restante. Se não lembra da música inteira, ele resgata justamente o trecho mais marcante”, explica.
    O processo envolve ainda a Brain Default Network, conjunto de áreas que entram em ação quando a mente está em repouso. É o mesmo estado ativado durante meditação, banho ou atividades automáticas, como dirigir sempre pela mesma rota.
    “É ali que o cérebro começa a rodar padrões internos — inclusive melodias”, diz Picarelli.
    Por que isso acontece até quando não ouvimos música?
    Para o neurologista Guilherme Olival, da BP – A Beneficência Portuguesa de São Paulo, o disparador nem sempre é sonoro. “Lembranças sensoriais como cheiro, uma imagem ou uma frase podem reativar automaticamente um modelo musical armazenado”, afirma.
    Durante o loop, há ativação do córtex auditivo secundário, que funciona como uma espécie de “áudio interno”; de áreas motoras ligadas à fala, responsáveis pela sensação de “quase cantar”; e de núcleos profundos do cérebro associados a hábitos e automatismos.
    “É por isso que a experiência é involuntária e intrusiva, mas quase sempre benigna”, diz o neurologista.
    Ilustração de uma música que não sai da cabeça
    Freepik
    O cérebro preenche o que falta
    Um dos pontos mais fascinantes, diz Picarelli, é a maneira como o cérebro preenche mentalmente trechos ausentes de uma música familiar.
    “Ele não trabalha com fragmentos, e sim com padrões completos”, explica. “Se você só lembra o começo da melodia, o cérebro tenta completar o resto. Esse impulso de completar padrões é a base dos earworms.”
    Olival concorda e reforça: “Nossa percepção auditiva é guiada pela previsão. O cérebro antecipa o que viria em seguida, mesmo quando não há som real.”
    O ‘bloco de notas auditivo’ que mantém a música rodando
    Ambos os especialistas destacam o papel do phonological loop, um componente da memória de trabalho responsável por manter sons e palavras “ativos” por alguns segundos.
    “É como um bloco de notas auditivo que segura pedaços de melodia, códigos ou frases”, explica Picarelli. “Quando uma música entra ali, o cérebro repete automaticamente, como se estivesse ensaiando.”
    Essa repetição articulatória — mesmo quando silenciosa — é parte do mecanismo que mantém a música presa.
    O que torna uma música ‘grudenta’?
    Pesquisas em psicologia musical, aliadas à prática clínica, apontam características em comum nas músicas que mais se transformam em earworms. Entre elas:
    melodia simples e fácil de cantar;
    repetição de palavras ou frases;
    ritmo forte e previsível;
    riff inicial marcante;
    um toque de surpresa, como alterações leves de tom, viradas inesperadas, saltos de pitch.
    “Se for totalmente repetitiva, o cérebro acha chato. Se for muito complexa, não fixa. As earworms estão no meio do caminho: simples, mas com algo novo que ativa a atenção”, resume Picarelli.
    Olival acrescenta que músicas com pulsação clara acionam as áreas motoras do cérebro. “Ele passa a prever o próximo compasso, mesmo sem ouvir nada”, diz.
    Por que algumas pessoas têm mais episódios que outras?
    Os dois especialistas apontam fatores individuais:
    pessoas com traços obsessivo-compulsivos leves tendem a ter mais loops;
    músicos e ouvintes assíduos são mais suscetíveis;
    estresse e ansiedade facilitam episódios;
    tarefas repetitivas abrem espaço mental para o loop.
    “Durante tarefas automáticas, o córtex pré-frontal — responsável por controle e atenção — reduz sua atuação, permitindo que pensamentos intrusivos, incluindo músicas, apareçam com mais facilidade”, explica Olival.
    música, violão
    Freepik
    Tentar expulsar a música piora o problema
    Ambos os neurologistas são categóricos: brigar com a música a mantém ativa por mais tempo.
    “O cérebro não entende o ‘não pense nisso’”, explica Picarelli. “Quando tentamos bloquear o refrão, reforçamos o circuito de memória. A checagem reativa alimenta o loop.”
    Olival complementa: “Quanto mais um circuito é ativado, mais fácil ele se torna de ser reativado. É por isso que a tentativa de expulsar acaba fortalecendo a memória musical.”
    Como quebrar o loop
    As estratégias com respaldo neurocientífico incluem:
    ouvir a música inteira, para “fechar” o padrão e encerrar o ciclo;
    trocar por outra canção, especialmente mais complexa;
    realizar tarefas que exigem foco cognitivo;
    mascar chiclete, que interfere no loop articulatório;
    se envolver em atividades verbais (ler, falar, resolver um problema).
    “É como ocupar uma sala mental onde o earworm está tentando entrar”, diz Olival.
    Quando é normal e quando pode ser sinal de algo mais
    Na imensa maioria dos casos, earworms são benignos e até indicativos de boa memória musical.
    Picarelli ressalta que só há motivo de atenção quando o episódio é contínuo, causa sofrimento significativo ou vem acompanhado de outros sintomas neurológicos, como alucinações ou alterações motoras.
    “Nessas situações raras, podemos estar diante da chamada perpetual music track, que exige investigação.”
    Ao contrário dos earworms comuns, que vão e voltam ao longo do dia, essa condição mantém a música rodando de maneira contínua, às vezes por dias, semanas ou meses, sem que a pessoa consiga interromper.
    Não se trata de alucinação: o paciente sabe que o som vem “de dentro da cabeça”. Mas o loop é tão persistente que atrapalha o sono, concentração e rotina. Nessas situações, neurologistas investigam causas como distúrbios obsessivos graves, lesões cerebrais, epilepsia do lobo temporal ou efeitos colaterais de medicamentos.
    Olival reforça: “Não existe um tempo máximo rígido. O critério é sempre o impacto na vida.”

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