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    Entenda o que é a fertilização in vitro, técnica usada por Lauana Prado para engravidar

    plastica famososBy plastica famososJanuary 20, 2026No Comments7 Mins Read
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    Lauana Prado anuncia gravidez
    Reprodução/Instagram
    A cantora Lauana Prado confirmou, durante um show realizado no Rio de Janeiro no domingo (18), que está grávida pela primeira vez. A gestação ocorreu após a artista passar por um processo de fertilização in vitro (FIV), uma das principais técnicas de reprodução assistida utilizadas atualmente.
    Entenda, abaixo, o que é a fertilização in vitro, quais são as regras que vigoram no Brasil e outros detalhes sobre o procedimento.
    O que é a FIV?
    Para quem a FIV é indicada?
    Quais as regras da FIV no Brasil?
    Quais os riscos da FIV?
    Quanto custa a FIV?
    1) O que é a FIV?
    A FIV é a sigla para fertilização in vitro – procedimento mais eficaz de reprodução assistida, segundo a Clínica Mayo, dos Estados Unidos.
    Nesse procedimento, como o nome diz, a fertilização do óvulo pelo espermatozoide ocorre em laboratório, e não dentro do corpo da mulher – como na concepção natural ou na inseminação artificial.
    Veja os vídeos que estão em alta no g1
    Depois da fertilização, o embrião é colocado dentro do útero. A partir daí, a gravidez pode ou não se desenvolver.
    Dependendo do caso, os óvulos e os espermatozoides usados podem ou não ser do casal que pretende engravidar – no caso de mulheres com idade avançada, esses óvulos podem ser de uma doadora mais jovem, por exemplo.
    2) Para quem a FIV é indicada?
    Segundo a Clínica Mayo, a FIV pode ser usada como primeira opção de tratamento para a infertilidade em mulheres com mais de 40 anos. Antes dela, também é possível tentar outros tratamentos, como medicamentos ou inseminação artificial – quando o esperma é colocado diretamente no útero.
    Outros problemas de saúde também podem fazer com que a FIV seja indicada:
    Problemas nas trompas que dificultem a fertilização de um óvulo ou a viagem do embrião, depois de fecundado, até o útero.
    Problemas de ovulação: se a ovulação for infrequente ou ausente, menos óvulos estarão disponíveis para fertilização.
    Endometriose: endometriose ocorre quando o tecido semelhante ao revestimento do útero se implanta e cresce fora dele – muitas vezes afetando a função dos ovários, útero e trompas.
    Miomas uterinos: miomas são tumores benignos no útero comuns em mulheres entre 30 e 40 anos. Eles podem interferir na implantação do óvulo fecundado.
    Laqueadura prévia: a laqueadura é um tipo de esterilização em que as trompas ovarianas são cortadas ou bloqueadas para evitar a gravidez de forma permanente. Nesse caso, a FIV pode ser uma alternativa à cirurgia de reversão da laqueadura.
    Produção ou função de esperma prejudicada: se o homem tiver concentração de esperma abaixo da média, movimento fraco do esperma (mobilidade ruim) ou anormalidades no tamanho e na forma do esperma, isso pode dificultar a fecundação de um óvulo.
    Problemas genéticos: se você ou seu parceiro correm o risco de transmitir um distúrbio genético a um possível filho, podem ser feitos testes genéticos antes de implantar o embrião – um procedimento que envolve a FIV. Depois que os óvulos são colhidos e fecundados, são rastreados para certos problemas genéticos – embora nem todos possam ser identificados dessa forma. Os embriões que não contêm problemas aparentes podem ser, então, transferidos para o útero.
    Preservação da fertilidade para tratamento de câncer: a radiação e a quimioterapia, geralmente usadas para tratamento de câncer, podem prejudicar a fertilidade da mulher. Nesses casos, elas podem ter óvulos colhidos e congelados, antes do início do tratamento, para uso posterior; ou, ainda, os óvulos podem ser fertilizados e congelados como embriões para uso futuro.
    Infertilidade inexplicada: significa que nenhuma causa de infertilidade foi encontrada, apesar da avaliação de causas comuns.
    3) Quais as regras da FIV no Brasil?
    No Brasil, a resolução nº 2.320/2022 do Conselho Federal de Medicina determina as regras para técnicas de reprodução assistida. Veja algumas:
    Quem pode fazer: todas as pessoas capazes que tenham solicitado o procedimento e cuja indicação não se afaste dos limites das regras podem ser receptoras das técnicas de reprodução assistida, desde que os participantes estejam de inteiro acordo e devidamente esclarecidos.
    A idade máxima para a mulher se submeter à reprodução assistida é 50 anos, com possibilidade de exceção a critério médico, desde que os riscos sejam avaliados.
    Seleção genética: é proibida a escolha do sexo ou de características do embrião, exceto para evitar doenças genéticas. O embrião pode permanecer em laboratório por até 14 dias.
    Doação de gametas e embriões: deve ser anônima e sem fins comerciais. Mulheres podem doar óvulos até os 37 anos, e homens, espermatozoides até os 45 anos.
    É permitida a gestação compartilhada entre casais de mulheres, quando o embrião formado com o óvulo de uma delas é transferido para o útero da parceira.
    Gestação de substituição: permitida apenas em casos de impedimento médico para gestar, sem caráter comercial, e preferencialmente com parente consanguínea de até 4º grau.
    4) Quais os riscos da FIV?
    A Clínica Mayo, dos EUA, lista os seguintes riscos no procedimento:
    Gravidez de múltiplos: a fertilização in vitro aumenta o risco de vários bebês em uma mesma gravidez – se mais de um embrião for transferido para o útero, por exemplo. Uma gravidez com mais de um bebê é automaticamente classificada como de alto risco – porque aumenta a chance de complicações, parto prematuro ou baixo peso ao nascer. No Brasil, mulheres com até 35 anos podem ter até 2 embriões transferidos; mulheres de 36 a 39 anos, três embriões; e mulheres com 40 anos ou mais, até 4.
    Parto prematuro e baixo peso ao nascer: pesquisas sugerem que a fertilização in vitro aumenta ligeiramente o risco de o bebê nascer cedo ou com baixo peso ao nascer.
    Síndrome de hiperestimulação ovariana: o uso de drogas de fertilidade injetáveis, como a gonadotrofina coriônica humana (HCG), para induzir a ovulação, pode causar síndrome de hiperestimulação ovariana – os ovários ficam inchados e doloridos.Os sintomas geralmente duram uma semana e incluem dor abdominal leve, inchaço, náusea, vômito e diarreia. Uma forma mais grave da síndrome também pode causar ganho de peso rápido e falta de ar.
    Aborto espontâneo: a taxa de aborto para mulheres que concebem usando FIV com embriões recém-fecundados é semelhante à de mulheres que concebem naturalmente – cerca de 15% a 25% – mas a taxa aumenta com a idade materna.
    Complicações do procedimento de extração de óvulos: como os óvulos precisam ser retirados da mulher com uma agulha, o uso dela pode causar sangramento, infecção ou danos ao intestino, bexiga ou vasos sanguíneos. Também há riscos associados à sedação e à anestesia geral, se utilizadas.
    Gravidez ectópica: cerca de 2% a 5% das mulheres que usam fertilização in vitro terão uma gravidez ectópica – quando o óvulo fecundado se implanta fora do útero, geralmente em uma das trompas. O óvulo fecundado não tem condições de sobreviver fora do útero – por isso, não há como continuar a gravidez.
    5) Quanto custa a FIV?
    Um levantamento internacional cita que o custo médio de um ciclo de FIV no Brasil gira em torno de R$ 25 mil por ciclo, considerando tratamento completo (avaliação, estímulo, coleta, fertilização e transferência).
    A FIV está no âmbito de cobertura do SUS desde 2005, mas poucos hospitais públicos realizam o procedimento. Em alguns locais onde ele é feito, os medicamentos necessários não são cobertos, ou seja, têm que ser custeados pelos próprios pacientes.
    Atendimentos por infertilidade masculina no SUS mais que dobram em uma década

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