A endocrinologista Claudia Cozer, no Live CNN, esclareceu dúvidas sobre o chamado “efeito rebote” após o uso de canetas emagrecedoras, confirmando que o fenômeno é real e não um mito.
Segundo a especialista, assim como ocorre com pacientes diabéticos que mantém bom controle glicémico com o uso das canetas, pessoas com obesidade podem precisar continuar o tratamento a longo prazo. “Concordando que a obesidade é uma doença metabólica grave, o que se pode fazer é, quando chega no peso ideal, adequado, e você não precisa mais tanto desta caneta, é reduzir para a dose mínima e espaçar o uso”, explicou. Isto diminui a exposição desnecessária à substância, diferentemente do caso do diabetes, onde o uso tende a ser mais prolongado.
Obesidade como doença e não falta de disciplina
A médica também abordou o preconceito em relação à obesidade, rejeitando a ideia de que pessoas com excesso de peso simplesmente carecem de força de vontade. “É óbvio que por volta de 60% tem muito a ver com o seu estilo de vida. Então, você não faz ginástica, você come só ultraprocessados, você não tem uma qualidade, uma variedade alimentar. Tudo bem, isso tem um componente importante. Mas tem a genética, tem a tendéncia”, destacou.
De acordo com a endocrinologista, existem pessoas que comem muito e não engordam, enquanto outras comem pouco e não conseguem emagrecer. Ela ressaltou que muitas pessoas obesas já estão desanimadas e desesperançosas, frequentemente enfrentando depressão, o que agrava o ciclo de ganho de peso.
A especialista destacou que as canetas funcionam como uma ajuda fundamental. “Na hora que você usa uma substância que te ajuda na saciedade, que te ajuda a diminuir o esvaziamento gástrico, você come muito menos do que sozinha numa dieta, você emagrece”, concluiu Claudia Cozer.
