Close Menu

    Subscribe to Updates

    Get the latest creative news from FooBar about art, design and business.

    What's Hot

    'Conheci a sensação de paz pela primeira vez': o debate sobre a prescrição de cogumelos alucinógenos no 'SUS britânico'

    January 17, 2026

    'Conheci a sensação de paz pela primeira vez': o debate sobre a prescrição de cogumelos alucinógenos no 'SUS britânico'

    January 17, 2026

    Cinco anos depois da 1ª dose de vacina contra a Covid-19 no Brasil: como a pandemia impulsionou a revolução do mRNA na ciência

    January 17, 2026
    Facebook X (Twitter) Instagram
    Facebook X (Twitter) Instagram
    Plástica dos Famosos
    Subscribe
    Plástica dos Famosos
    Início » Cinco anos depois da 1ª dose de vacina contra a Covid-19 no Brasil: como a pandemia impulsionou a revolução do mRNA na ciência
    Uncategorized

    Cinco anos depois da 1ª dose de vacina contra a Covid-19 no Brasil: como a pandemia impulsionou a revolução do mRNA na ciência

    plastica famososBy plastica famososJanuary 17, 2026No Comments5 Mins Read
    Facebook Twitter Pinterest LinkedIn Tumblr WhatsApp VKontakte Email
    Share
    Facebook Twitter LinkedIn Pinterest Email


    Vacina para prevenir câncer de pulmão inicia estudos em humanos
    Em 17 de janeiro de 2021, uma enfermeira foi vacinada em São Paulo e entrou para a história como a primeira pessoa a receber uma dose de vacina contra a Covid-19 no Brasil –à época, um imunizante de tecnologia tradicional.
    Cinco anos depois, aquele gesto simbólico marcaria também o início de uma mudança profunda na forma como a ciência pensa, desenvolve e testa vacinas —impulsionada sobretudo pela consolidação das tecnologias de RNA mensageiro.
    Até então, as vacinas usadas em larga escala seguiam princípios clássicos: vírus inativados, microrganismos vivos atenuados ou fragmentos proteicos produzidos em laboratório.
    As vacinas de mRNA romperam essa lógica. Em vez de apresentar o “inimigo” pronto ao sistema imunológico, passaram a entregar apenas a instrução genética para que o próprio organismo produzisse, por um curto período, uma proteína semelhante à do vírus —suficiente para treinar as defesas do corpo.
    “É uma mudança de paradigma”, resume o vice-presidente da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm), Renato Kfouri.
    “As vacinas tradicionais levam ao organismo o vírus inteiro, morto ou enfraquecido, ou partes dele. O RNA mensageiro leva apenas a mensagem. O corpo produz a proteína, reconhece aquilo como estranho e monta a resposta imunológica.”
    A enfermeira Monica Calazans, que foi a primeira pessoa vacinada no país, recebe recebe a vacina de reforço nesta quarta-feira (6).
    ALOISIO MAURICIO/FOTOARENA/ESTADÃO CONTEÚDO
    Uma mensagem temporária (e segura)
    Uma das dúvidas que cercaram as vacinas de mRNA desde o início foi o temor de que esse material genético pudesse alterar o DNA humano. A ciência mostrou que isso não acontece.
    “O RNA não entra no núcleo da célula, onde fica o DNA”, explica Alexandre Naime Barbosa, chefe do Departamento de Infectologia da Universidade Estadual Paulista (Unesp) e coordenador científico da Sociedade Brasileira de Infectologia. “Ele atua no citoplasma, como um recado temporário. A célula lê a instrução, executa a tarefa e o RNA é rapidamente destruído.”
    Essa característica, longe de ser um problema, é vista como uma vantagem de segurança. “O organismo trata o RNA como um bilhete de uso único”, compara o oncologista Stephen Stefani, do grupo Oncoclínicas e da Americas Health Foundation.
    “Se ele fosse estável demais, a célula ficaria presa a ordens antigas. O que fica não é o RNA, mas a memória imunológica.”
    A vacina vira plataforma
    A pandemia funcionou como um teste em escala inédita. Milhões de pessoas vacinadas, monitoramento contínuo e dados robustos permitiram responder, em tempo real, a questões de eficácia e segurança.
    Um estudo francês publicado em 2025 no JAMA Network Open, que acompanhou cerca de 28 milhões de pessoas por quatro anos, mostrou que indivíduos vacinados com imunizantes de RNA tiveram menor risco de morte por Covid-19 grave e nenhum aumento da mortalidade geral no longo prazo. Os dados reforçaram a segurança da tecnologia em nível populacional.
    Mais do que confirmar a eficácia contra a Covid-19, a experiência transformou o RNA mensageiro em algo maior: uma plataforma reutilizável.
    “Antes, cada vacina era quase um projeto artesanal”, diz Stefani. “Com o RNA, o processo é o mesmo; o que muda é o ‘texto da receita’. Isso encurtou drasticamente o caminho científico. O gargalo deixou de ser a biologia e passou a ser regulação, escala e distribuição.”
    Essa flexibilidade permitiu, por exemplo, que vacinas fossem ajustadas rapidamente diante do surgimento de variantes do coronavírus —um aprendizado que agora orienta o desenvolvimento de imunizantes para outros vírus.
    Gestantes e puérperas podem receber vacina bivalente Pfizer sem agendamento em Piracicaba (SP).
    Felipe Poleti
    Novas vacinas no horizonte
    Cinco anos depois, a plataforma de RNA já não se restringe à Covid-19. Há vacinas aprovadas ou em fases avançadas de estudo contra o vírus sincicial respiratório (VSR), responsável por quadros graves de bronquiolite em idosos, além de candidatas contra gripe, influenza sazonal e outros agentes infecciosos.
    “A grande vantagem é a velocidade”, explica Juarez Cunha, diretor da Sociedade Brasileira de Imunizações. “Em duas a quatro semanas, é possível adaptar a composição da vacina. Isso muda completamente a resposta a surtos e epidemias futuras.”
    Há também pesquisas em andamento para doenças que há décadas desafiam a ciência, como tuberculose, malária, dengue e chikungunya. “Não significa que todas essas vacinas chegarão ao mercado rapidamente”, pondera Kfouri. “Mas a plataforma abriu portas que antes simplesmente não existiam.”
    Vacina contra câncer de pele é desenvolvida na Inglaterra.
    TV Globo/Reprodução
    Vacina que trata
    Talvez a fronteira mais inovadora do RNA mensageiro esteja fora das doenças infecciosas. No câncer, ele vem sendo estudado como vacina terapêutica, não preventiva.
    “Nesse caso, não se trata de evitar que o câncer surja, mas de ensinar o sistema imunológico a reconhecer células tumorais que já estão no corpo”, explica Stefani. “É menos um escudo e mais um míssil guiado.”
    Essas vacinas são, em muitos casos, personalizadas. A partir do sequenciamento genético do tumor de um paciente, pesquisadores identificam mutações específicas —os chamados neoantígenos— e produzem uma vacina sob medida, com instruções para que o organismo ataque aquele alvo.
    Os estudos mais avançados estão em câncer de melanoma, pulmão e mama. Os resultados iniciais indicam redução do risco de recidiva e maior tempo livre da doença, embora os impactos em sobrevida global ainda estejam sendo avaliados em estudos de fase 3.
    Um legado que vai além da pandemia
    A consolidação das vacinas de RNA também deixou lições fora do laboratório. A integração entre universidades, indústria, agências regulatórias e sistemas de saúde nunca foi tão intensa. Ao mesmo tempo, a tecnologia passou a enfrentar desafios que não são científicos, mas sociais.
    “As vacinas de RNA talvez tenham sido as mais afetadas pela desinformação”, alerta Juarez Cunha. “Isso impacta a confiança da população e, indiretamente, o financiamento de pesquisas.”
    Ainda assim, cinco anos após a primeira dose aplicada no Brasil, o saldo científico é real:
    “A pandemia não inventou o RNA mensageiro”, diz Naime. “Mas mostrou que ele estava pronto. E, a partir dali, a ciência das vacinas nunca mais voltou ao ponto de partida.”

    Source link

    plastica famosos
    plastica famosos
    Share. Facebook Twitter Pinterest LinkedIn Tumblr WhatsApp Email
    Previous ArticleEstudo mostra como câncer de mama usa o sistema imune para favorecer o próprio crescimento; entenda
    Next Article 'Conheci a sensação de paz pela primeira vez': o debate sobre a prescrição de cogumelos alucinógenos no 'SUS britânico'
    plastica famosos

    Related Posts

    'Conheci a sensação de paz pela primeira vez': o debate sobre a prescrição de cogumelos alucinógenos no 'SUS britânico'

    January 17, 2026

    'Conheci a sensação de paz pela primeira vez': o debate sobre a prescrição de cogumelos alucinógenos no 'SUS britânico'

    January 17, 2026

    Estudo mostra como câncer de mama usa o sistema imune para favorecer o próprio crescimento; entenda

    January 17, 2026

    Estudo mais rigoroso até hoje descarta ligação entre paracetamol na gravidez e autismo

    January 17, 2026
    Leave A Reply Cancel Reply

    [gdlr_icon type="fa-phone" size="16px" color="#dddddd"] 1800-222-222

    [gdlr_icon type="fa-envelope" size="16px" color="#dddddd"] contact@goodlayerswptheme.com

    Praesent commodo cursus magna, vel scelerisque nisl consectetur et. Nullam id dolor id nibh ultricies vehicula ut id elit. Maecenas faucibus mollis interdum.

    [gdlr_icon type="fa-facebook" size="20px" color="#dddddd"] [gdlr_icon type="fa-twitter" size="20px" color="#dddddd"] [gdlr_icon type="fa-linkedin" size="20px" color="#dddddd"] [gdlr_icon type="fa-youtube" size="20px" color="#dddddd"]

    Demo
    Our Picks

    Remember! Bad Habits That Make a Big Impact on Your Lifestyle

    January 13, 2021

    The Right Morning Routine Can Keep You Energized & Happy

    January 13, 2021

    How to Make Perfume Last Longer Than Before

    January 13, 2021

    Stay off Social Media and Still Keep an Online Social Life

    January 13, 2021
    • Facebook
    • Twitter
    • Pinterest
    • Instagram
    • YouTube
    • Vimeo
    Don't Miss
    Uncategorized

    'Conheci a sensação de paz pela primeira vez': o debate sobre a prescrição de cogumelos alucinógenos no 'SUS britânico'

    By plastica famososJanuary 17, 20260

    Estudos científicos vêm mostrando nos últimos anos o potencial de tratamento de diversos transtornos de…

    'Conheci a sensação de paz pela primeira vez': o debate sobre a prescrição de cogumelos alucinógenos no 'SUS britânico'

    January 17, 2026

    Cinco anos depois da 1ª dose de vacina contra a Covid-19 no Brasil: como a pandemia impulsionou a revolução do mRNA na ciência

    January 17, 2026

    Estudo mostra como câncer de mama usa o sistema imune para favorecer o próprio crescimento; entenda

    January 17, 2026

    Subscribe to Updates

    Get the latest creative news from SmartMag about art & design.

    About Us
    About Us

    Your source for the lifestyle news. This demo is crafted specifically to exhibit the use of the theme as a lifestyle site. Visit our main page for more demos.

    We're accepting new partnerships right now.

    Email Us: info@example.com
    Contact: +1-320-0123-451

    Our Picks

    Remember! Bad Habits That Make a Big Impact on Your Lifestyle

    January 13, 2021

    The Right Morning Routine Can Keep You Energized & Happy

    January 13, 2021

    How to Make Perfume Last Longer Than Before

    January 13, 2021
    New Comments
    • John Doe on Ultricies Ipsum Ullamcorper
    • John Doe on Dapibus Cursus Ultricies Consectetur
    • John Doe on Fusce Lorem Ullamcorper Consectetur
    • John Doe on Dapibus Cursus Ultricies Consectetur
    Facebook X (Twitter) Instagram Pinterest
    • Home
    • Politics
    • Business
    • Technology
    • Buy Now
    © 2026 ThemeSphere. Designed by ThemeSphere.

    Type above and press Enter to search. Press Esc to cancel.