As doenças cardiovasculares, especialmente o AVC e o infarto, podem se desenvolver silenciosamente, sem apresentar sintomas evidentes até que se tornem condições graves. Especialistas alertaram, durante o CNN Sinais Vitais, que o processo de obstrução das artérias pode ocorrer de forma imperceptível, levando a eventos cardíacos sérios.
Fausto Feres, diretor do Instituto Dante Pazzanese, explicou que, contrariando a antiga crença de que doenças cardíacas afetavam principalmente as elites, dados atuais revelam uma realidade diferente: a população de baixa renda tem se tornado cada vez mais vulnerável a essas condições. Fatores como dificuldades econômicas, problemas para prover recursos básicos à família e condições precárias de moradia contribuem significativamente para esse cenário.
O stress gerado pela instabilidade financeira, somado aos longos deslocamentos diários e à pressão por sustento familiar, cria um ambiente propício para o desenvolvimento da aterosclerose. Esta condição pode evoluir tanto para AVC quanto para infarto, especialmente em pessoas mais velhas.
A relação entre condições socioeconômicas e saúde cardiovascular tem se mostrado cada vez mais evidente nos hospitais públicos, onde médicos observam um número crescente de pacientes de baixa renda sendo afetados por essas doenças. O stress crônico, resultante dessas circunstâncias, é apontado como um fator determinante para o agravamento de diversas condições de saúde, com destaque para as doenças cardiovasculares.
