Com a convivência, assim como ocorre com o cão de companhia vivendo apenas com uma família, esses animais passam a ser parte da organização cotidiana e identidade emocional das pessoas. Ou seja, o Orelha sustentava uma rede de práticas coletivas de cuidado. Baseando-se na literatura, ao fazer isso, ele possivelmente, criava micro vínculos cotidianos que contribuíam para a sensação de coesão social. Portanto, a perda do Orelha pode ser percebida por muitos que o conheceram como a perda de um elemento de conexão. Visto dessa perspectiva, é como se uma referência afetiva da Praia Brava tivesse sido destruída.
